A importância da leitura e da produção textual na construção de sujeitos críticos

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O Estágio Curricular é fator imprescindível na formação acadêmica, pois proporciona ao aluno um excelente espaço para a iniciação à prática docente e a criação de alternativas na construção de seu caminho profissional.

As ações educativas no que diz respeito à leitura e à produção textual vêm sendo discutidas no contexto atual, visando um melhor aproveitamento da disciplina de Língua Portuguesa nas escolas, colocando em pauta a importância fundamental de incitar o aluno a ter gosto pela leitura e, como consequência disso, ser um bom escritor, sendo capaz de trilhar sua vida profissional e social de forma segura, pois é através da leitura que substituímos nossa ignorância pelo conhecimento.

De acordo com Arbache (2001, p. 22), “visualizar a educação de jovens e adultos levando em Conta a especificidade e a diversidade cultural dos sujeitos que a elas recorrem torna-se, pois um caminho renovado e transformador nessa área educacional”.

O projeto aqui relatado teve como objetivo incentivar a escrita e a leitura, a fim de proporcionar um entendimento maior dos acontecimentos do cotidiano, de motivar e envolver os educandos nas atividades de leitura e produção textual. Para tanto, buscamos (re)significar algumas concepções no que diz respeito a língua portuguesa, pois despertamos o gosto pela leitura em textos que fomentam seus conhecimentos prévios, podendo assim, orientá-los de forma que possam construir seus futuros textos autonomamente.

Ele tem como base uma prática pedagógica, realizada durante o estágio de português na Totalidade 3, na Educação de Jovens e adultos, em uma escola da rede estadual de ensino, no município de Cruz Alta/RS.

A proposta visa convencer os alunos da real importância da leitura de todos os gêneros textuais, tais como músicas, charges, histórias em quadrinhos, reportagens de jornais, revistas, crônicas jornalísticas e literárias, entre outros, como forma de desenvolver o conhecimento e a intelectualidade, para que no futuro suas chances tanto na área profissional, quanto na social sejam otimizadas, pois, o hábito da leitura é o que forma um bom escritor.

Métodos e Metodologia

Através das aulas assistidas e as oficinas realizadas em uma turma de EJA, pode-se constatar que o hábito de leitura dos alunos é bastante restrito e consequentemente, suas produções escritas são extremamente limitadas. Para melhorar isso, é necessário que tanto a direção da escola como os professores de todas as disciplinas estimulem a leitura e a escrita. Na comunicação atual é necessária, além da fala, a escrita, e é isso que deve ser buscado.

Percilia, Brasil Escola, (2011) afirma que

A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação. Muitas pessoas dizem não ter paciência para ler um livro, no entanto isso acontece por falta de hábito, pois se a leitura fosse um hábito rotineiro as pessoas saberiam apreciar uma boa obra literária, por exemplo

Para melhorar o processo de aprendizado, foram utilizadas oficinas, visando primeiramente a busca do conhecimento prévio dos alunos para assim, estimular a leitura e a expressão escrita dos educandos da turma T3 da EJA. Procuramos facilitar ao máximo as oficinas e inserir recursos como música, dinâmica e textos interessantes, para estimular a participação do aluno, pois nas aulas assistidas percebemos um desinteresse por parte da turma em participar das aulas. A familiarização com os gêneros abordados facilitou o despertar do interesse dos alunos.

Bazerman (2006, p. 76) argumenta que

A familiarização com os gêneros e registros, correspondentes aos sistemas de que as pessoas participam, permite que o indivíduo de alguma forma, compreenda a complexidade das interações e equacione seus atos comunicativos em relação às ações comunicativas de muitas outras pessoas.

Tendo como base tais aspectos é possível obter êxito, não apenas nos estágios orientados, mas em toda a prática profissional cotidiana. É importante ressaltar que o ensino deve ser pensado e planejado de maneira que todos os alunos alcancem o conhecimento que está sendo construído.

Discussões Relevantes

Evidenciamos que o principal papel de um professor de português é lutar para que seus alunos criem o hábito da leitura, pois é gostando de ler é que se tem acesso ao conhecimento e que é despertado o sujeito crítico que tenha voz ativa nas discussões e conflitos que atravessem suas vidas.

Na turma T3, havia um contraponto, pois era composta por alunos ainda jovens e outros com mais de cinquenta anos, com bastante bagagem de vivências, os quais nos deram belos relatos de vida durante nossas visitas. Isso nos serviu de base para as oficinas, que em nossa avaliação foram muito proveitosas, pois conseguimos a participação de todos os alunos.

O uso de recursos como música, dinâmica e textos interessantes e atuais foram fundamentais em nossa empreitada de iniciação a prática docente, que, também nos apontou melhoramentos necessários ao nosso aperfeiçoamento como docentes

Conclusões

Consideramos fundamental para que a prática de ensino de leitura e produção textual o convencimento do público alvo da real necessidade de ler e produzir textos, no contexto da atual sociedade, tanto no mercado de trabalho como no cotidiano. A utilização de exemplos da diferença entre um texto bem elaborado e bem embasado e um texto mal estruturado e sem embasamento (esse consequência da falta do hábito da leitura) é uma boa estratégia para essa persuasão, como também relatos de experiência vivenciadas ajudam a despertar o interesse do aluno, e foi com esse intuito que elaboramos e aplicamos nossas oficinas.

Sabemos que o trabalho do educador e a evolução dos processos de educação estão em constante movimento e fazem parte de um processo de evolução gradativa, e cabe a nós, a nova geração de educadores prosseguir tal evolução. Não devemos nos acovardar com as dificuldades que certamente cruzarão nossos caminhos, pois não devemos esquecer por um segundo sequer que somos os responsáveis pela formação de uma nova nação, de uma nação inteligente e fundamentalmente crítica

Referências

ARBACHE, Ana Paula. A Formação de educadores de pessoas jovens e adultos numa perspectiva multicultural crítica. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro. Papel Virtual Editora, 2001.

BAZERMAN, C. Gêneros textuais, tipificação e interação. São Paulo: Cortez, 2005.

PERCILIA, Eliene. A importância da leitura. Brasil Escola 2011. www.brasilescola.com/ferias/aimportancia-leitura.htm acesso em 03 de jul. de 2011 03:08

Fonte: https://home.unicruz.edu.br

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