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Nesta última segunda(15) é comemorado o dia dos professores. Nessa data em 1827, Dom Pedro I baixou um Decreto Imperial na qual criou o Ensino Elementar no Brasil, nesse documento continha bastante informações, como, descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. Porém, só em 1947, 120 anos após esse referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado aos professores e mestres.

Muita coisa mudou durante a história e também o perfil desse profissional. A falta de reconhecimento e também as condições de trabalho tem atraído poucos alunos para essa profissão. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a cada 100 jovens que ingressam nos cursos de pedagogia e licenciatura no país, apenas 51 concluem o curso. Entre os que chegam ao final do curso, só 27 manifestam interesse em seguir carreira no magistério.

Para a pedagoga e especialista em psicopedagogia institucional, Bruna Kedman, “A escolha da carreira profissional está intimamente atrelada a aspectos pessoais, relacionados a habilidades e sonhos; como também ao olhar que a sociedade constrói acerca de determinada profissão”, comentou.

A professora conta que interesse pela docência teve início na escola, enquanto estudante. “O ambiente escolar sempre me pareceu atrativo, peculiar e desafiador. Mas, para muitos jovens, as experiências negativas naquele espaço podem ter sido fulcrais na decisão de não seguir a carreira docente”, afirmou.

Bruna Kedman ainda relata que as contradições inerentes ao fenômeno educativo, assim como as difíceis condições de trabalho são bastante58 significativas para desestimular jovens que estão nesse processo de escolha. Ela ainda esclarece que a ausência de estímulos positivos faz com que o ingresso em cursos de licenciatura seja resultado de uma segunda opção ou simplesmente um “passa tempo” até que se consiga entrar no curso dos sonhos. Essa entrada sem a intenção em permanecer na carreira, é um dado preocupante, visto que muitos “profissionais” vão para o mercado de trabalho sem entender a importância de sua prática, agindo de forma descompromissada e, consequentemente, contribuindo para desvalorização da docência e do reconhecimento do professor como um profissional.

 

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