Saiba como se certificar da qualidade de um curso de graduação a distância

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Beneficiados pelo crescimento da demanda por Ensino Superior e pelo aumento do acesso à internet, os cursos de graduação a distância têm se consolidado no Brasil como uma alternativa prática e barata ao modelo tradicional. Em apenas 10 anos, entre 2004 e 2013, as matrículas cresceram 20 vezes.

Tamanha expansão acaba gerando dúvidas sobre a qualidade do ensino praticado. Um dos principais instrumentos usados pelo MEC para avaliar o Ensino Superior – o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) – não diferencia alunos das versões presencial e a distância de um mesmo curso. Avaliados em conjunto, geram uma única nota.

O resultado por modalidade, no entanto, é enviado pelo MEC às instituições. O coordenador de educação a distância da PUCRS, Paulo Rech, diz que não costuma haver grande diferença na performance dos estudantes.

– Em muitos casos, o desempenho dos alunos a distância é até superior. Mas varia conforme o curso e o modelo utilizado.

Para oferecer cursos de pós-graduação na modalidade, as instituições de ensino precisam de um credenciamento específico por parte do MEC. Segundo o órgão, não houve descredenciamento de cursos, unidades ou instituições que oferecem ensino a distância (graduação e pós-graduação) nos últimos dois anos.

Abed critica modelo do Brasil

Melita Hickel, coordenadora do núcleo regional da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed) no Rio Grande do Sul, defende uma maior flexibilização das regras para o ensino a distância. Segundo ela, exigências como a necessidade de provas presenciais limitam a modernização da modalidade.

– É muita lei para regular uma modalidade de ensino que fala em autonomia, liberdade. O tempo gasto pelas instituições para tratar das exigências do MEC seria melhor utilizado na parte pedagógica dos cursos a distância – critica.

Desde que a portaria 4.059 do MEC, de 2004, permitiu aos cursos de graduação presenciais a oferta de até 20% de sua carga horária a distância, a modalidade ganhou ainda mais espaço nas instituições de ensino. Normalmente, disciplinas com grande quantidade de alunos são as escolhidas pelas instituições para migrar para essa modalidade, o que ajuda na questão logística e reduz custos.

Evolução da EAD

– Em 2013, havia mais de um milhão de pessoas estudando a distância no Brasil.

– Esse número é 20 vezes maior que o registrado em 2004, quando havia cerca de 60 mil alunos nessa modalidade.

– No mesmo período, o número de cursos cresceu de 107 para 1.258 – aumento de 1.200%.

– Há 303 instituições credenciadas para oferecer cursos superiores a distância no país.

– Destas, 150 instituições são autorizadas a oferecer cursos de graduações (64 públicas e 66 privadas) e 153 instituições só podem oferecer lato sensu.

TIRE SUAS DÚVIDAS

– Mesmo que um curso seja a distância, a lei obriga que provas, estágios, atividades em laboratório e defesas de trabalhos de conclusão sejam feitos sempre presencialmente.

– Atualmente, qualquer curso de graduação pode ser lecionado a distância. Cursos como os de Medicina e Odontologia não são encontrados nessa modalidade no Brasil devido a aspectos pedagógicos – por exemplo, o uso frequente de laboratórios.

– Cursos a distância devem ter a mesma duração de sua versão presencial.

– No diploma de conclusão do curso, não é especificado se ele foi feito a distância ou presencialmente.

– Cursos na versão presencial podem ter até 20% de sua carga horária oferecida a distância. Nas redes pública e privada, muitos cursos no modelo tradicional já oferecem parte de seu currículo a distância.

Como escolher um bom curso

– Confira se a instituição é credenciada pelo MEC e está autorizada a oferecer o curso na modalidade a distância.

– Consulte, no site do MEC, os polos de apoio presencial autorizados pelo MEC.

– Verifique junto ao MEC e aos órgãos públicos se há denúncias ou irregularidades envolvendo a instituição.

– Informe-se com alunos e ex-alunos do curso. Caso não conheça algum, peça à instituição indicações para contato.

– Procure se informar sobre coordenadores e professores do curso.

– Visite o polo onde você participará das atividades presenciais. Confira se o ambiente é apropriado e que recursos são oferecidos aos alunos.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br

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